quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Waxy Maize – Amidos cerosos

 
É um novo carboidrato no mercado!!!
Vários novos estudos estão sendo realizados para entender todas as suas propriedades.
Bem, esse vem para o mercado como fonte de energia assim como a maltodextrina e a dextrose (http://nutrivanessalobato.blogspot.com/2011/11/o-que-e-chamado-popularmente-de.html). 
Esse “Waxy Maize” é  um tipo específico de amido vegetal que é produzido a partir do grão do milho. O nome vem do nome científico do milho Zea mays – Milho em espanhol  é Maiz. 
O Waxy Maize especificamente vem de uma variedade diferente do milho, a do milho ceroso  (daí o nome Waxy Strach Maize) e apresenta uma proporção de 70% de amilopectina e 30% de amilose, sendo considerado a forma vegetal do glicogênio (a mais parecida com o glicogênio propriamente dito, que fica armazenado no músculo).
Amilose e amiloectina
O amido é formado por dois polímeros (conjunto de glicose e frutose), a amilose e a amilopectina. A forma química  influência no valor nutricional já que dependendo do tamanho da cadeia carbônica esse demorará mais ou menos tempo para ser absorvido o que influenciará na disponibilização de energia mais eu menos rápida.
wazy maiz ig
O diferencial do Waxy Maixe é disponibilizar energia sem dar pico na insulina e prevenindo a desagradável hipoglicemia de rebote. Além disso, por algum motivo que ainda está sendo estudado, esse suplemento auxilia na absorção intestinal de outros nutrientes, como a creatina, e ainda aumenta a pressão osmótica no vaso sanguíneo ajudando a “puxar” a água subcutânea.
Bem, é isso! Vamos variar o consumo dos carboidratos de acordo com o seu objetivo e respeitando a resposta do seu metabolismo.

Att,
Van nutri

Vanessa Lobato Nutricionista Esportiva
#Nutrição Esportiva

D-Ribose

É uma pentose naturalmente encontrada na natureza e que participa na formação de uma série de estruturas químicas do corpo, como o ácido desoxirribonucléico (DNA), ácido ribonucléico (RNA) e as adenina nucleotídeos (componentes energéticos), como adenina trifosfato (ATP), adenina monofosfato (AMP) e adenina difosfato (ADP).
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D-Ribose é uma molécula simples de carboidrato encontrada em todas as células do corpo humano.
A depleção das moléculas de adenina nucleotídeos (ATP / ADP / AMP) e a diminuição de sua concentração podem desencadear o estado de fadiga metabólica e, para recomposição de seus níveis, o corpo utiliza o metabolismo de novo de nucleotídeos purínicos, ou então, as vias de recuperação – Via das Pentoses (RIBOSE).
D-Ribose é essencial para a contínua produção de ATP, que é a molécula que dá aos nossos músculos e coração, a energia necessária para o seu funcionamento.
Durante várias contrações musculares exaustivas (músculo esquelético) ocorre hipóxia – causando diminuição na chegada de oxigênio à célula muscular. Assim o corpo precisa buscar energia atráves de vias ANAeróbicas para fornecer o ATP. Uma opção é a via das pentoses! Outra opção é através da glicose – quando essa é convertida em glicose-6-fosfato + algumas reações transforma-se em ribose-5-fosfato.
Na figura mostra as vias que faz o Ribose-6-fosfato aumentar a concentração de AMP e repor o ATP depletado mesmo estando em hipóxia.
A concentrações de ATP se faz necessária não somente para gerar energia mas o balanço no pool de adenina nucleotídeos (AMP + ADP + ATP) é extremamente essencial para a realização de reações metabólicas básicas, como síntese de proteínas, glicogênio e ácidos nucléicos.
Ribose
D-ribose é uma ótima opção para repor energia após o treino SEM dar picos na insulina e sem o risco da hipoglicemia de rebote (veja a explicação: http://nutrivanessalobato.blogspot.com/2011/11/o-que-e-chamado-popularmente-de.html).
Recomendação: A sugestão de dose inicia-se com 5g ao dia para manutenção de atletas, 10 a 15g para indivíduos com problemas de angina e atletas com treinos de alta intensidade.

Att,
Van nutri


Vanessa Lobato Nutricionista Esportiva
#Nutrição Esportiva

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Maltodextrina e Dextrose–Carboidratos simples de Rápida Absorção


O que é? Chamado popularmente de açúcares, esse grupo de nutrientes é muito mais que isso. São polihidroxialdeídos ou polihidroxicetonas, ou substâncias que liberam estes compostos por hidrólise. Os hidratos de carbonos ou glicídios é a principal fonte de energia para o corpo humano. São classificados de acordo com o número de moléculas:
Monossacarídeos: uma molécula – Glicose, frutose (“açúcar” da fruta) e galactose;
Dissacarídeos: duas moléculas – Sacarose (Glicose + Frutose) – conhecido como açúcar; Maltose (Glicose + Glicose) – açúcar do malte; Lactose (Glicose + Galactose) – “açúcar” do leite.
Oligossacarídeos: de três a vinte moléculas - rafinose, estraquiose, frutooligossacarídeo;
Polissacarídeos: várias moléculas – glicogênio, amido e fibras.
Há uma outra classificação dos carboidratos, como simples e complexos:
Simples – São os monossacarídeos, dissacarídeos e os oligossacarídeos;
Complexos – São os polissacarídeos.
 
Descrição de alguns carboidratos:
· DEXTROSE ou glicose: carboidrato simples, monossacarídeo;
· AÇÚCAR: carboidrato simples, dissacarídeo, formado através de uma ligação glicosídica do tipo α-1,4 das moléculas de glicose e frutose;
· MALTODEXTRINA: carboidrato simples, oligossacarídeo, constituído por cerca de 3 a 18 moléculas de glicose que formam uma cadeia simples, sem ramificações de fácil digestão;
· AMIDO: carboidrato complexo, polissacarídeos, constituído per centenas de moléculas de glicose e frutose que formam uma cadeia complexa, com muitas ramificações, de amilopectina e amilase.
 
Tanto a maltodextrina quanto a dextrose possuem alto índice glicêmico, são rapidamente absorvidas e são responsáveis pela hiperinsulinemia – alta liberação de insulina no sangue e muitas vezes responsáveis pela HIPOGLICEMIA DE REBOTE!

Hipoglicemia de Rebote: Após o consumo de algo muito doce, a glicemia sobe rapidamente. Para corrigir esse feito o pâncreas libera uma boa quantidade de insulina para que a glicemia normalize. como garantia, na maioria das vezes, o corpo libera uma quantidade extra de insulina – já que o corpo não sabe se a pessoa vai consumir mais açúcar - e acaba liberando mais insulina do que a necessaria para normalizar a glicemia causando uma queda na insulina – que é a chamada hipoglicemia de rebote.
Causa: tontura, enjoo e até vômitos. Em treinos causa perda de desempenho. Muitos atletas acabam usando esse tipo de carboidrato para disponibilizar energia rápida para o corpo, porém corre o risco de ter uma hipoglicemia de rebote e como consequência perda de rendimento!

Após o treino o carboidrato é usado para auxiliar na recuperação muscular tanto por ser usado como energia pela musculatura quanto pela via da insulina, que é um hormônio anabólico. Quando consumimos carboidratos de alto índice glicêmico há uma elevada liberação de insulina. Isso no pós-treino auxilia a entrada tanto de energia quanto aminoácidos para os músculos.

RECOMENDAÇÕES:

RECOMENDAÇÕES GERAIS DE CARBOIDRATO PARA PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA
Burke & Deakin, 1994 : Atletas que treinam intensamente: 7-10g de carboidratos/kg de peso/dia ou 60% do VCT;
ADA, 2000 : Praticantes de atividade física: 55 a 60% do VCT e atletas: 60 a 75%;
*6-10g de carboidrato/kg/dia (ADA, 2000).
RECOMENDAÇÕES PRÉ-EXERCÍCIO
ADA,2000: nas 3-4 horas que antecedem:
· 4-5g de carboidrato/kg de peso - 200-300g de carboidrato.
RECOMENDAÇÕES DURANTE O EXERCÍCIO
30-60g de carboidrato/hora (ADA, 2000; Driskell, 2000);
0,7g de carboidrato/kg/hora (ADA, 2000)
RECOMENDAÇÕES PÓS-EXERCÍCIO
· 0,7-3g de carboidrato/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício;
· 0,7-1,5g de glicose/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 6 horas após um exercício intenso + 600g de carboidrato durante as primeiras 24 horas (Ivy et al., 1998);
· 1,5g de carboidrato/kg de peso nos primeiros 30 minutos e novamente a cada 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício (ADA, 2002);
· 0,4g de carboidrato/kg de peso a cada 15 minutos, durante 4 horas.
A concentração de maltodextrina numa bebida para ter uma rápida absorção, deve ser de 6 a 8% o que equivale 30 a 40g (1 ½ a 2 collheres de sopa) de malto para cada 500 ml de água.
SUPLEMENTOS NO MERCADO:
Dextrose: 100% Dextrose – Atlhetica; 100% Dextrose – integralmédica; Dextrose – Probiótica®; Dextrose Powder 1000 – Body Action®;
Maltodextrina: 100% Maltodextrina – Atlhetica; Carb up – probiótica®;
Energéticos que contém malto e/ou dextrose na composição: Accelarade – pacific Health®; Glicodry – Nutrilatina ®; Endurox R4 – Pacific Health; Glyco Fuel – Performance Nutrition®;

Att,
Van nutri

Vanessa Lobato Nutricionista Esportiva
#Nutrição Esportiva

Óleo de coco e TCM/MCT – Triglicérides de Cadeia Média

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Óleo de coco
O coco é um fruto conhecido por todos e diversamente utilizado. No verão temos o hábito de consumir a água de coco verde que é rica em eletrólito para nos resfrescar, em preparações tanto doces quanto salgados usamos o leite de coco maduro que é rico em gordura. E, atualmente, no mercado encontramos o óleo de coco. E é sobre esse composto que irei relatar hoje:
No coco madura cerca de 33% é constituído de óleo.
coco - divisões
No mercado há dois tipos de óleo: o óleo refinado e o óleo virgem.
Veja na tabela abaixo a característica dos dois tipos:
Tabela - tipos óleo de coco
Óleo de coco contém ácidos graxos capróico, láurico, mirístico, palmítico, palmitoleico, esteárico, oléico, linoléico, araquídico e em maior concentração os CAPRÍLIO E CÁPRICO são usamos como fontes de TCM – Triglicérides de Cadeia Média.
TCM – Triglicérides de Cadeia Média:
Os TCM’s são gorduras que cujas cadeias de ácidos graxos são considerados de comprimento médio por conterem de 8 a 12 átomos de carbono.
Digestão, absorção e metabolismo:
ABSORÇÃO
A digestão dos TCM é rápida. Pouco utiliza os sais biliares e as lipases pancreáticas, já que a sua cadeia carbônica é consideravelmente pequena. A absorção é feita na fase intra-luminal  e vai para via portal diretamente para o fígado para serem Beta-oxidados.
Esse tipo de absorção é característico dos TCM, veja o comparativo na figura abaixo que as outras gorduras demoram mais para serem digeridas, absorvidas e ao invés de irem pelo sistema portal vão pelo sistema limbico.
TCM absorção
A absorção dos TCM’s é rápida e não causam hiperglicemia nem mesmo a tão indesejável hipoglicemia de rebote*.
Curiosidades: Tais produtos muitas vezes são adicionados às formulações enterais para aumentarem o aporte energético para indivíduos com distúrbio da absorção de lipídeos, devido à subnutrição grave.
METABOLISMO
Não precisam ser reesterificados, podem entrar no fígado diretamente nessa forma, e não precisam necessariamente dos sais biliares para serem absorvidos
Os TCMs são rapidamente hidrolisados tendo pequena participação pancreática. Os seus ácidos graxos são absorvidos diretamente para a circulação portal e transportados pela albumina. São oferecidos para as células e não necessitam de carnitina para adentrarem na mitocôndria, sendo portanto oxidados mais rapidamente que os ácidos graxos de cadeia longa, parecendo mais ao metabolismo dos carboidratos.
TCM TCL oxidação
FUNÇÃO
São usados em atividades de endurance para elevarem os ácidos graxos plasmáticos facilitando a oxidação lipídica, de forma a pouparem os carboidratos.
Quatro propriedades interessantes para o desempenho físico:
1) fonte de energia facilmente disponível;
2) mobilizam estoques de gordura corporal;
3) aumentam a taxa metabólica e
4) poupam a massa muscular.
Essas propriedades são desejáveis tanto para os atletas de resistência de longa duração como para os atletas de força.
Possivelmente os TCMs possuem um efeito anticatabólico por sua fácil conversão energética, poupando a massa muscular de perda tecidual na conversão dos aminoácidos em calorias, a exemplo do que ocorre com os carboidratos. Essa produção de energia via TCM é pela produção de corpos cetônicos.
**Gorduras convencionais não produzem muitas cetonas
Uma vez que eles podem evitar ou diminuir o catabolismo muscular, possibilitam o aumento da taxa metabólica de repouso, com maior mobilização de gordura.
Ação terapêutica dos TCM:
O Ácido Láurico contido no óleo de coco após ingerido, se transforma em monolaurina, substância que provoca solubilização dos ácidos graxos das membranas do envoltório do vírus HIV. Há trabalhos que mostram que o ácido laurico ou a monolaurina são capazes de agir contra candida, aspergilus, HIV, estafilococus e estreptococus, reduzem lesão muscular em cavalos. Importante frizar que para garantir este ácido graxo, é preciso comer a "carne do coco" e não água de coco, ou consumir o óleo de coco extra-virgem.

EFEITOS COLATERAIS
Pode gerar desconforto gastrointestinal e, em indivíduos com propensão à desbalanço do perfil lipídico plasmático, os TCMs poderiam estar prejudicando a saúde.



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Van nutri

Vanessa Lobato Nutricionista Esportiva
#Nutrição Esportiva