sexta-feira, 15 de abril de 2016

Colágenos e as suas novas opções! Colágeno hidrolisado, Peptídeos de colágenos e UCII - Um resumo prático




quinta-feira, 14 de abril de 2016

Adoçantes dietéticos - Consumir sem restrição?


Adoçantes dietéticos ou Adoçantes artificiais são substâncias formulados para dietas com restrição de sacarose, frutose e ou glicose, para atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição da ingestão desses carboidratos. As matérias-primas sacarose, frutose e glicose não podem ser utilizadas na formulação desses produtos alimentícios.



O QUE NÃO É DITO SOBRE OS ADOÇANTES ARTIFICIAIS

1. Que é para ser usado para fins especiais, todo mundo sabe, mas poucos respeitam.
2. Que não pode ser consumido em exagero, muitos também sabem, maaaas ignoram.
3. Fisiologicamente será que essas substâncias são facilmente metabolizadas pelo organismo???


Se adoçante não engorda, como o número de obesos aumenta proporcionalmente ao crescimento do consumo de adoçantes?

Vamos lá entender o que acontece no nosso corpo quando consumimos essas substâncias:

  Quando consumimos adoçantes esses passam pela boca, onde tem a língua que têm as papilas gustativas que têm receptores que avisam ao cérebro que tipo de substância você está consumindo. 
  Temos receptores para os sabores: amargo, azedo, salgado e doce.

  Quando esses receptores percebem que algo doce está passando por ele esse logo avisa ao hipotálamo, parte do cerebelo, que vulgarmente chamamos de cérebro...

   Vamos nos colocar no lugar do hipotálamo: você consome o adoçante artificial, esse ativa receptores na língua que avisa ao cérebro que algo doce está chegando. O seu cérebro fica feliz e contente, pois irá chegar energia para ele – o açúcar – mas, nada chega! Afinal, você está consumindo algo que serve para enganar o seu cérebro – o adoçante artificial.
O cérebro todo feliz prepara tudo para a chegada da glicose... Mas, cadê? Por que não chegou? O cérebro "pensa": Como assim? Eu tenho certeza que passou algo doce pela língua, mas para onde isso foi?
O querido cérebro dá um Comando para o intestino: Aumente a absorção de açúcares! Imagina que o intestino não está dando conta do recado, não está absorvendo, algo errado está acontecendo com esse órgão!
Esse coitado, o intestino, aumenta a absorção de carboidratos. Mas, se o consumo foi somente de um chá, por exemplo, com adoçante, NÃO tem carboidratos, então NADA é absorvido!
Então, o cérebro, INDIGNADO, dá outro comando: COMA AÇÚCAR!!!!!!! Eu já preparei tudo aqui dentro para a chegada da glicose, porém nada chegou então você vai consumir glicose, e agora!
Pergunto: Alguma vez você sentiu aquela vontade louca, do nada, de comer um docinho?...
Têm outros mecanismos que dão esse sinal de alerta também, como a falta de alguns nutrientes, mas é muito comum o consumo de adoçantes dietéticos aumentarem essa vontade por carboidratos!

Ah! Já ia me esquecendo, tem mais: Quando o adoçante dietético é absorvido esse nem sempre é totalmente metabolizado pelo nosso fígado! Mas, isso é bom ou é ruim?

Depende do ponto de vista: para o fígado é bom, pois não tem que trabalhar, mas para o corpo é ruim. 
O que acontece é: se o CENTRO do metabolismo – o fígado – não soube ou não reconheceu essa substância para metabolizá-la, o restante do corpo saberá menos ainda... "Metabolizar significa modificar a substância para que essa seja eliminada pelos rins na forma de urina".

Atualmente, está crescendo o número de artigos científicos, bem conduzidos, mostrando que essas substâncias podem ficar no nosso corpo por mais tempo que o esperado e estimular em excesso o nosso querido cérebro podendo causar: hiperatividade nas crianças ou nos adultos, mal de Alzheimer e mal de Parkinson.

Por que isso acontece? Bem, substâncias tóxicas, ou mal metabolizadas ou não metabolizadas pelo nosso fígado, quando consumidas em excesso, tendem a ficar no nosso corpo, como não podem ficar circulando livremente na corrente sanguínea ficam armazenadas em tecidos de gordura.

"O nosso cérebro é composto por 60% de gordura – recordam da bainha de mielina, um isolante que faz com que os impulsos elétricos saltem e assim cheguem mais rápido ao seu destino... Então essa bainha é feita basicamente de gordura!"

Bem, a partir de hoje pense bem antes de espirrar um jato de adoçante na sua bebida, ou de trocar TODOS os alimentos "originais" por "diet/light/zero".


Após dar um nó na sua cabeça, pois você não sabe mais se consome açúcar ou adoçante, digo:

"Pense saudável: reduza tanto o consumo de açúcares quanto o de adoçantes dietéticos"


Diabéticos, necessitam de uma restrição severa no consumo de açúcares, esses poderão consumir adoçantes, desde que de uma maneira controlada visando aprender a consumir os alimentos in-natura, sem a necessidade de sentir o sabor EXAGERADO do doce no seu dia-a-dia!
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Será que é necessário acrescentar algum adoçante num suco de laranja que foi preparado com 4-5 unidades de frutas? Você gosta do sabor do café/chá ou do adoçante? Pense nisso!

ATENÇÃO:
LEMBRE-SE QUE A INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA ADICIONA ADOÇANTES ARTIFICIAIS EM VÁRIOS ALIMENTOS! MESMO NOS ALIMENTOS QUE NÃO TEM ALEGAÇÃO DE SEM AÇÚCARES! 

CRIANÇAS PODEM CONSUMIR ADOÇANTES?

Não há uma contra-indicação formal ao consumo nessa faixa etária, mas se o consumo adulto deve ser para pessoas com necessidades de restrições específicas como o caso de diabetes, para crianças o raciocínio deve ser o mesmo.

IMPORTANTE: no primeiro ano de vida NÃO é aconselhável a adição de açúcares na alimentação da criança, assim também NÃO deverá adicionar adoçantes.


... Complementando: NÃO é aconselhável a adição de açúcares na alimentação da criança, do adolescente, do adulto, do idoso.... rsrsrs

Att,
Van nutri

Vanessa Lobato Nutricionista Esportiva
#Nutrição Esportiva

terça-feira, 5 de abril de 2016

H1N1 - A Alimentação pode te ajudar?


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Diferenças entre Queijo Minas Frescal e Ricota


Queijos sempre fazem parte da alimentação dos brasileiros, ricos em proteínas é uma ótima opção no nosso cardápio. Por fazer parte da nossa rotina e para agradar diferentes paladares e diferentes necessidades a indústria disponibiliza vários tipos diferentes com preparos e composições bem particulares e diferentes entre si. Comentarei um pouco sobre dois tipos que são opções quando o assunto é dieta: queijo minas frescal e ricota.

Primeiramente, vale ressaltar que ambos tem como base o leite com uma diferença que a seguir vou explicar.

O leite é rico em proteínas de alto valor biológico, e suas proteínas podem ser classificadas como caseína (80%) e as proteínas do soro do leite (20%).  Uma boa diferença entre as duas proteínas é que a caseína na presença de ácidos tem a capacidade de coagular, já as proteínas do soro do leite não. O soro do leite é conhecido pelos esportistas como o “whey” (vindo da língua inglesa).
Como no processo dos queijos há a adição de ácidos para que haja a coagulação da caseína e assim a formação de uma massa, sobra-se o soro do leite que não coagula. Durante muito tempo esse soro foi desperdiçado, mas décadas atrás foi descoberto o seu rico valor nutricional e o mesmo começou a ser utilizado pela indústria alimentícia.

Voltando as diferenças dos queijos: O queijo minas é tipicamente brasileiro, e é produzido a partir da coagulação do leite filtrado e pasteurizado, Já a ricota que é tipicamente italiana é produzida, atráves da acidificação do SORO do leite, que por conter maior concentração de proteínas como a lacoglobulinas, precipitam e forma uma massa que dá origem a ricota.

Essa diferença na composição e processamento é que gera diferenças na composição dos dois queijos, veja a tabela abaixo:

Tabela comparativa de composição nutricional – informações para 100g
Queijo, ricota
Queijo, minas, frescal
Energia
139,7
264,3
Proteína
12,6
17,4
Lipídeos
8,1
20,2
Colesterol
48,7
62,0
Carboidrato
3,8
3,2
Fibras
Não contém
Não contém
Cálcio
253,2
579,3
Magnésio
11,8
6,9
Fósforo
161,5
123,3
Sódio
282,6
31,2
TACO: Tabela de composição de Alimentos – UNICAMP – 2011.

Podemos perceber que o queijo minas frescal possui maior quantidade de calorias, proteínas, gorduras, colesterol e cálcio, quando comparamos o consumo para 100g com a ricota. Não fique triste caso prefira o sabor do queijo minas, uma estratégia é usar uma porção menor comparada a ricota, por exemplo 30g de queijo minas, e para quando temos a necessidade de comer um pouco mais, usa-se a ricota numa porção maior que a do queijo minas frescal, como por exemplo 50g.

Veja a tabela abaixo comparando um consumo de 50g de ricota x 30g de queijo minas frescal:
Queijo, ricota
Queijo, minas, frescal
PORÇÃO
50g
30g
Energia
69,9
79,3
Proteína
6,3
5,2
Lipídeos
4,1
6,1
Colesterol
24,4
18,6
Carboidrato
1,9
1,0
Fibras
Não contém
Não contém
Cálcio
126,6
173,8
Magnésio
5,9
2,1
Fósforo
80,8
37,0
Sódio
141,3
9,4
TACO: Tabela de composição de Alimentos – UNICAMP – 2011.

Sendo assim, ambos podem ser consumidos na nossa dieta, apenas devemos nos atentar as porções.


Nutricinista Clínica-Esportiva Vanessa Lobato